o que é extensão de ponto de gás
O Que É Extensão de Ponto de Gás? Como Funciona e Cuidados
21/08/2026
o que é extensão de ponto de gás
O Que É Extensão de Ponto de Gás? Como Funciona e Cuidados
21/08/2026

Individualização de Gás em Condomínio: Como Funciona, Normas e Vantagens

individualização de gás em condomínio

A individualização de gás em condomínio é o processo de engenharia que substitui o rateio coletivo pela medição independente do consumo em cada unidade condominial. Por meio da instalação de medidores dedicados e prumadas específicas, esse sistema garante que cada condômino pague estritamente pelo gás que utiliza em seu apartamento.

Gerenciar os custos operacionais e a harmonia de um edifício é um dos maiores desafios enfrentados por síndicos profissionais, conselheiros e administradoras de condomínios. Nesse cenário, o rateio tradicional da fatura de gás costuma gerar constantes conflitos internos nas assembleias.

Isso acontece porque unidades com baixo consumo acabam subsidiando os custos de apartamentos com alto volume de utilização. Além disso, falhas imperceptíveis na tubulação coletiva continuam inflando a conta condominial todos os meses sem que a administração identifique a origem exata da perda.

No entanto, a modernização das redes de gás encanado em condomínio transforma completamente essa realidade, trazendo justiça financeira, valorização imediata do patrimônio e maior segurança contra vazamentos. Afinal, controlar cada metro cúbico consumido protege tanto o caixa dos condôminos quanto a integridade física da edificação.

Portanto, acompanhe este guia completo para entender como implementar a medição individualizada, quais são as exigências técnicas da ABNT e do Corpo de Bombeiros e os passos práticos para aprovar essa melhoria na assembleia.

O que é a individualização de gás em condomínio e por que ela é indispensável?

individualização de gás em condomínio

A individualização de gás em condomínio é a separação física e metrológica da rede de distribuição de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou GN (Gás Natural) entre as unidades autônomas do edifício. Essa adequação é indispensável porque elimina cobranças injustas e confere controle absoluto sobre o consumo energético da edificação.

Atualmente, condomínios verticais e horizontais buscam essa modernização para extinguir de vez o rateio coletivo. No modelo antigo, unidades que utilizam o gás de maneira esporádica assumem os custos elevados de apartamentos que operam aquecedores de passagem de alta vazão por longos períodos.

Além da justiça tarifária, o sistema oferece proteção patrimonial imediata. Quando o prédio adota medidores individuais e prumadas setorizadas, a equipe de engenharia identifica anomalias de pressão em minutos, evitando desperdícios prolongados e riscos graves à segurança coletiva.

Diferença prática entre medição coletiva e individualizada

Na medição coletiva, a concessionária (como a Comgás) ou a distribuidora de GLP emite uma fatura única baseada no medidor principal ou no abastecimento da central de gás do edifício. Consequentemente, o valor global é rateado entre todos os condôminos, normalmente por fração ideal ou divisão simples.

Em contrapartida, a medição individualizada direciona o gás por ramais exclusivos equipados com medidores individuais homologados pelo INMETRO. Dessa maneira, a cobrança reflete com exatidão os metros cúbicos consumidos por cada unidade, gerando demonstrativos transparentes e auditáveis.

Como funcionam os medidores de gás com telemetria inteligente

Os medidores modernos operam integrados a sistemas inteligentes de telemetria que coletam os dados de vazão sem necessidade de intervenção humana direta. Dessa forma, eliminam-se os erros de anotação manual e a necessidade de acesso presencial às áreas internas das unidades.

Para viabilizar essa automação predial, a engenharia utiliza diferentes tecnologias de leitura, tais como:

  • Medição manual em shafts coletivos: leitura visual periódica realizada nos abrigos dos halls de serviço sem entrar nos apartamentos.
  • Medição semipresencial (Walk-by/Drive-by): captação dos sinais de rádio ao circular pelas áreas comuns com coletor móvel.
  • Telemetria remota fixa: centrais concentradoras enviam as informações de consumo diretamente para servidores em nuvem.
  • Integração com administradoras: os dados apurados entram de forma automatizada no sistema financeiro para emissão do boleto condominial.

Transmissão via radiofrequência vs. IoT (Internet das Coisas) nos medidores de gás

A radiofrequência opera emitindo pulsos para centrais coletoras posicionadas estrategicamente nos corredores ou shafts do prédio. Esse modelo apresenta excelente estabilidade operacional e baixo consumo de bateria nos transmissores acoplados aos medidores.

Por outro lado, os medidores com tecnologia IoT utilizam redes dedicadas ou protocolos como LoRaWAN e NB-IoT para enviar leituras diretamente à nuvem. Como resultado, o sistema dispensa infraestrutura complexa de cabeamento entre os andares e reduz significativamente o prazo de implantação da obra.

Acesso a painéis em tempo real e alertas de segurança para a gestão predial

Com a telemetria conectada, síndicos, administradoras e condôminos acessam painéis digitais e relatórios de consumo em tempo real. Assim, cada unidade consegue monitorar sua média diária e acompanhar os custos parciais do mês antes mesmo do fechamento da fatura.

Além do mais, essas plataformas emitem alertas automáticos caso identifiquem fluxo contínuo atípico na tubulação. Esse aviso imediato possibilita estancar microvazamentos antes que eles causem interdições na prumada ou prejuízos financeiros ao condomínio.

Guia Completo sobre Gás Encanado em Condomínio
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Gás Encanado em Condomínio: Como Funciona e Por Que Escolher?

Antes de iniciar a individualização, domine toda a infraestrutura predial do seu edifício em nosso guia completo sobre redes coletivas de GLP e Gás Natural:

  • ✔ Funcionamento das centrais e prumadas
  • ✔ Normas ABNT e segurança predial
  • ✔ Comparativo GLP vs. Gás Natural

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É obrigatório individualizar o gás no condomínio? O que diz a Lei 14.026

A individualização de gás em condomínio é obrigatória por força de legislações edilícias para novos empreendimentos imobiliários protocolados após as atualizações do marco legal. Em contrapartida, para condomínios antigos já construídos, a legislação federal não impõe a reforma retroativa compulsória, mas a adequação torna-se necessária sempre que a rede antiga apresenta desgaste ou reprovação em testes de estanqueidade.

Muitos gestores associam o tema à Lei Federal nº 14.026/2020, que atualizou o Marco Legal do Saneamento Básico estipulando a medição individualizada hídrica em novas edificações, bem como aos Códigos de Obras municipais (como na cidade de São Paulo) que exigem infraestrutura de medição individual de gás nos novos projetos prediais.

Portanto, embora condomínios antigos não sofram multa automática apenas por manterem leitura coletiva, existem regulamentações rigorosas de segurança contra incêndio que aceleram essa modernização. Entre elas destacam-se a Instrução Técnica IT-28 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP) e os requisitos para emissão e renovação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

Tipo de Condomínio Status Legal e Normativo Recomendação de Engenharia Predial
Novos Empreendimentos Infraestrutura individualizada obrigatória desde o projeto executivo Implantação de prumadas individuais e telemetria já na entrega da construtora
Condomínios Existentes (Antigos) Facultativo pela lei federal, mas sujeito às normas ABNT NBR 15526 e AVCB Altamente recomendada a individualização junto ao retrofit da prumada antiga

A exigência legal para novos empreendimentos imobiliários

As construtoras atuais projetam os edifícios com shafts técnicos dedicados para abrigar baterias de medidores independentes nos halls de serviço ou no pavimento térreo. Sendo assim, o empreendimento já é entregue com a infraestrutura aprovada pela concessionária e pelo Corpo de Bombeiros.

Dessa forma, o condomínio opera com medição individualizada desde a instalação do condomínio, evitando obras estruturais posteriores e valorizando o patrimônio das unidades no mercado imobiliário.

Condomínios antigos: obrigatoriedade ou decisão estratégica de gestão?

Nos edifícios construídos há mais de 15 ou 20 anos, a modernização do sistema configura uma decisão estratégica essencial para a gestão condominial. Afinal, manter tubulações antigas de ferro galvanizado ou cobre desgastado expõe o prédio a vazamentos recorrentes, interdições de prumada e perdas financeiras contínuas.

Além disso, aproveitar a necessidade de reforma da rede coletiva para executar a instalação de gás em condomínio no padrão individualizado otimiza o investimento da obra e resolve simultaneamente o problema técnico e o rateio financeiro.

Interpretação jurídica sobre segurança patrimonial e responsabilidade civil do síndico

O Código Civil (Art. 1.348) impõe ao síndico o dever expresso de diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns, zelando pela segurança de toda a edificação. Se ocorrer um sinistro decorrente de tubulações degradadas sem manutenção ou sem laudo de estanqueidade vigente, o gestor responde civil e criminalmente.

Nesse contexto, submeter o projeto técnico de adequação e individualização à assembleia resguarda juridicamente a gestão do síndico e da administradora.

Regulamentações das concessionárias (Comgás) e distribuidoras de GLP

As concessionárias de gás canalizado, como a Comgás em São Paulo, aplicam critérios rigorosos de inspeção para liberar ou manter o abastecimento predial. Caso uma vistoria identifique tubulações sem estanqueidade, abrigos sem ventilação ou materiais fora de norma, o fornecimento é lacrado imediatamente por segurança.

Do mesmo modo, as distribuidoras de GLP a granel (centrais P-45 e P-190) recusam o abastecimento de centrais que descumpram os afastamentos da IT-28 do Corpo de Bombeiros. Adequar o condomínio às normas técnicas evita cortes abruptos no abastecimento do edifício.

Qual o quórum de assembleia para aprovar a individualização de gás?

Assembleia e projeto de individualização de gás em condomínio predial

O quórum de assembleia para aprovar a individualização de gás é de maioria absoluta de todos os condôminos (50% mais um da totalidade das unidades) quando enquadrada como obra útil, ou de maioria simples dos presentes quando a intervenção é comprovadamente necessária por condenação técnica da prumada antiga.

Para conduzir essa pauta com total segurança jurídica, o síndico deve convocar a assembleia por meio de edital específico e transparente. Contar com um parecer técnico de engenharia antes da votação elimina questionamentos e dá embasamento sólido aos conselheiros e proprietários.

Entendimento jurídico predominante: Obra útil vs. Obra necessária (Art. 1.341 do Código Civil)

O Artigo 1.341 do Código Civil classifica como obras úteis aquelas que aumentam ou facilitam o uso das áreas e sistemas comuns. Quando o condomínio decide individualizar uma rede que ainda está em plenas condições de uso apenas para extinguir o rateio coletivo, aplica-se o quórum de maioria absoluta (metade mais um de todos os condôminos).

Todavia, quando o teste de estanqueidade reprova a tubulação antiga por vazamentos ou corrosão severa e a engenharia atesta em Laudo Técnico com ART que a construção de novas prumadas externas individualizadas é o método mais seguro e econômico para restabelecer o gás, a obra caracteriza-se como necessária, podendo ser aprovada por maioria simples dos presentes em assembleia.

Passo a passo para o síndico estruturar a pauta e aprovação sem riscos jurídicos

Para assegurar a validade da deliberação condominial, o síndico deve seguir cinco etapas documentais:

  1. Vistoria e diagnóstico de engenharia: solicitar uma avaliação técnica presencial das prumadas, shafts e central de gás atual.
  2. Memorial descritivo e propostas técnicas: exigir projetos detalhados de empresas registradas no CREA-SP.
  3. Edital de convocação específico: incluir na ordem do dia a aprovação do projeto técnico, do orçamento e da forma de rateio da obra.
  4. Participação de especialista na assembleia: contar com suporte técnico durante a reunião para esclarecer dúvidas sobre o trajeto da tubulação e estética do prédio.
  5. Registro formal em ata e emissão de ART: lavrar a ata detalhada e exigir a Anotação de Responsabilidade Técnica antes do início da execução.

Como conduzir casos de unidades que dificultam a adequação técnica

Alguns condôminos receiam intervenções estéticas ou furos de passagem para entrada do ramal individual. Contudo, a jurisprudência consolidada estabelece que o direito individual não pode inviabilizar a modernização aprovada em assembleia nem comprometer a segurança da rede coletiva do condomínio.

Na prática, os projetos modernos da Essencial Gás são planejados para reduzir ao mínimo qualquer intervenção interna, utilizando caminhamentos externos discretos, shafts existentes ou áreas de serviço.

Aprovação do modelo de contratação e rateio condominial

Durante a assembleia, os condôminos deliberam sobre o plano de custeio da obra, que normalmente ocorre por meio de cota extraordinária parcelada conforme o cronograma físico-financeiro de implantação por bloco ou prumada.

Como funciona a individualização de gás em condomínios antigos?

A individualização de gás em condomínios antigos funciona por meio da construção de novas prumadas e ramais individuais aparentes (em shafts, prismas de ventilação ou fachadas secundárias), desativando a antiga coluna coletiva embutida. Essa metodologia de engenharia evita quebrar pisos e revestimentos dentro dos apartamentos.

Na grande maioria dos edifícios antigos em São Paulo, uma única prumada vertical embutida na alvenaria alimentava todos os andares simultaneamente. Como essa tubulação antiga não permite instalar medidores por unidade no hall, a engenharia projeta um novo encaminhamento setorizado a partir da central de GLP ou do abrigo de medidores da concessionária.

Dessa maneira, o condomínio recebe uma infraestrutura nova, certificada pela norma ABNT NBR 15526 e 100% estanque, mantendo o abastecimento do prédio com mínima interferência na rotina dos moradores.

Principais desafios técnicos em edifícios de prumada única coletiva

O principal desafio em edifícios antigos é a corrosão e o entupimento das tubulações originais de ferro galvanizado, além da ausência de plantas originais (“as built”) das instalações. Isso exige vistoria técnica minuciosa para definir o melhor ponto de derivação e fixação das novas linhas.

Outro ponto fundamental é o dimensionamento de perda de carga e pressão para garantir que até os últimos pavimentos recebam vazão plena tanto para fogões quanto para aquecedores de passagem.

Soluções de engenharia para criar novas prumadas sem descaracterizar a fachada

Para preservar o padrão arquitetônico do condomínio, a engenharia de gás utiliza soluções construtivas limpas e discretas. Quando o traçado sobe por prismas de ventilação ou fachadas de serviço, a tubulação metálica recebe pintura na cor exata do edifício (respeitando as identificações normativas exigidas pela ABNT), ficando visualmente integrada à estrutura.

Nos corredores e halls de serviço, as tubulações podem caminhar por shafts visitáveis ou sancas ventiladas, mantendo o acabamento de alto padrão do condomínio.

Tubulação de cobre rígido, aço carbono Schedule e multicamada PEX

A escolha do material segue estritamente as exigências da ABNT NBR 15526 conforme o trecho da rede (primária ou secundária) e o modo de instalação (aparente ou embutido):

  • Tubulação de Cobre Rígido (Classe A / E) e Conexões Soldadas: padrão de excelência para prumadas aparentes, shafts e redes prediais pela altíssima resistência mecânica, resistência à intempérie e estanqueidade superior.
  • Aço Carbono (Schedule 40 / 80): amplamente aplicado em coletores de centrais de GLP (P-45 e P-190), redes primárias de alta vazão e travessias sujeitas a esforço mecânico.
  • Tubos Multicamada (PEX-AL-PEX) homologados para gás: utilizados em trechos internos específicos conforme diretrizes normativas, reduzindo conexões intermediárias.

Instalação de baterias de medidores em áreas comuns (térreo, garagens e halls)

Agrupar os medidores individuais em abrigos técnicos ventilados no térreo, subsolo ventilado ou nos halls de serviço é a solução mais segura e funcional para condomínios. Esses abrigos contam com válvulas de bloqueio esféricas individuais e ventilação permanente, facilitando tanto a leitura quanto eventuais manutenções preventivas sem necessidade de entrar nas unidades.

Quanto economiza na taxa condominial com a medição individual de gás?

Medidores e prumada de individualização de gás em condomínio

A implantação da medição individual de gás proporciona uma redução média de 25% a 35% no consumo global de gás do condomínio já nos primeiros meses de operação. Essa economia expressiva ocorre pela eliminação imediata de vazamentos ocultos na rede antiga e pelo uso racional por parte de cada unidade.

Além disso, a conta coletiva de gás deixa de onerar a taxa condominial ordinária. Com o gás cobrado individualmente conforme a leitura de cada medidor, o orçamento do condomínio ganha fôlego financeiro para investimentos em segurança, manutenção predial e fundo de reserva.

Parâmetro de Gestão Condominial Sistema Coletivo Antigo (Rateio) Sistema Individualizado Essencial Gás Benefício Direto para o Condomínio
Unidades de Baixo Consumo Subsidiam o consumo elevado de outras unidades Pagam estritamente os m³ registrados no medidor Redução de até 50% no gasto mensal com gás
Controle da Taxa Condominial Fatura coletiva pressiona o caixa do prédio Despesa desvinculada do rateio fixo ordinário Previsibilidade orçamentária para o síndico
Segurança e Estanqueidade Vazamentos na prumada velha passam despercebidos Rede nova 100% testada com manômetro e laudo ART Conformidade com AVCB e zero desperdício

Fim do subsídio cruzado e redução da inadimplência condominial

O encerramento do subsídio cruzado pacifica as relações no condomínio. Unidades com poucos moradores ou que permanecem fechadas em parte do mês deixam de pagar por consumos elevados de terceiros, enquanto a redução do valor fixo do boleto condominial contribui diretamente para diminuir a inadimplência mensal.

Payback da obra e valorização patrimonial do edifício

O retorno sobre o investimento (payback) da obra de individualização ocorre em média entre 14 e 24 meses, impulsionado pela economia mensal na fatura e pela valorização imediata dos imóveis. Segundo avaliações do mercado imobiliário em São Paulo, edifícios com infraestrutura hidráulica e de gás individualizada alcançam valorização patrimonial de 5% a 10% no valor do metro quadrado, além de maior velocidade de venda e locação.

Normas técnicas e exigências de segurança: ABNT NBR 15526, NBR 13103 e IT-28

As principais normas técnicas que regem o projeto e a execução da individualização de gás em condomínio são a ABNT NBR 15526, a ABNT NBR 13103 e a Instrução Técnica IT-28 do Corpo de Bombeiros. Seguir rigorosamente essas diretrizes é obrigatório para garantir a segurança estrutural do prédio, a validade da apólice de seguro condominial e a aprovação do AVCB.

De acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), todo projeto ou modificação em redes prediais de gases combustíveis deve ser dimensionado e supervisionado por profissional habilitado, utilizando exclusivamente tubos, conexões, reguladores de pressão e medidores certificados.

Parâmetros mandatórios da ABNT NBR 15526 para redes prediais de GLP e GN

A norma ABNT NBR 15526 estabelece os requisitos técnicos para redes de distribuição interna de gases combustíveis em instalações prediais e comerciais, determinando:

  • Dimensionamento de pressão e vazão: cálculo de perda de carga máxima admitida desde a central de GLP ou conjunto de regulagem até o ponto de consumo mais distante.
  • Restrições de encaminhamento: proibição absoluta de passagem de tubulações de gás por poços de elevador, dutos de lixo, chaminés, caixas d’água ou espaços confinados sem ventilação permanente.
  • Proteção anticorrosiva e identificação: fixação com suportes isolados, estanqueidade em travessias de lajes e identificação na cor amarela padrão conforme norma.

A importância obrigatória do teste de estanqueidade e do Laudo com ART

Nenhuma nova rede individualizada pode ser abastecida com gás combustível antes da realização do teste de estanqueidade pneumático. Nesse ensaio técnico, a tubulação é pressurizada com ar comprimido ou nitrogênio e monitorada por manômetros calibrados com certificado RBC para atestar queda zero de pressão.

Concluído o ensaio com aprovação integral, o responsável técnico emite o laudo de teste de estanqueidade acompanhado da respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrada junto ao CREA-SP. Esse conjunto documental é indispensável para a liberação do gás pela Comgás ou distribuidora de GLP e para a renovação do AVCB junto ao Corpo de Bombeiros.

Requisitos de ventilação permanente (NBR 13103) e válvulas de bloqueio

A ABNT NBR 13103 define as áreas mínimas de ventilação permanente superior e inferior nos ambientes que abrigam aparelhos a gás, prevenindo o acúmulo de monóxido de carbono (CO). Além disso, cada medidor individual instalado no shaft ou abrigo técnico recebe sua própria válvula de bloqueio manual de fechamento rápido (1/4 de volta), permitindo isolar uma unidade específica para manutenção sem interromper o abastecimento do restante do condomínio.

Como escolher uma empresa de engenharia especializada em individualização de gás em SP?

Para contratar com segurança a empresa responsável pela individualização de gás em condomínio, o síndico e a comissão de obras devem exigir registro ativo no CREA-SP, acervo técnico comprovado em edifícios condominiais e emissão obrigatória de Laudo Técnico e ART.

Contratar mão de obra amadora ou sem habilitação técnica expõe o condomínio a vazamentos graves, reprovação na vistoria da concessionária, multas e invalidação do seguro predial.

Checklist de contratação para síndicos e administradoras de condomínios

  • Habilitação legal (CREA-SP / CFT): verificação do registro ativo da empresa e de seu corpo técnico.
  • Emissão de ART e Laudo de Estanqueidade: entrega garantida de toda a documentação exigida pelo Corpo de Bombeiros (IT-28 / AVCB) e seguradoras.
  • Materiais 100% normatizados (ABNT NBR 15526): especificação transparente de tubos de cobre, aço schedule, reguladores de 1º e 2º estágio e medidores homologados pelo INMETRO.
  • Participação técnica em assembleia: suporte direto ao síndico para explicar o projeto executivo aos condôminos.
  • Cronograma físico-financeiro por prumada: execução limpa, organizada e com prazos definidos em contrato.

O diferencial técnico da Essencial Gás: mais de 12 anos de excelência em São Paulo e Grande SP

Com mais de 12 anos de atuação sólida em engenharia de gás, a Essencial Gás é referência em instalação de gás em condomínio, individualização de redes prediais, retrofit de prumadas de gás e manutenção de gás encanado predial. Fundada em 2014 por Weberton Silva Aragão — especialista formado com anos de experiência técnica prática na Comgás —, nossa empresa atende condomínios, administradoras e grandes operações comerciais em toda a Capital de São Paulo, Grande São Paulo, ABC Paulista e Alto Tietê (com sede própria em Itaquaquecetuba – SP).

Nosso portfólio inclui padrões rigorosos de segurança e conformidade normativa aplicados em clientes de grande porte como Supermercados Hirota, Burger King, McDonald’s e Galeria Pagé, além de centenas de edifícios condominiais modernizados com emissão de Laudo Técnico e ART.

Suporte completo ao síndico: da assembleia à manutenção preventiva pós-obra

A equipe técnica da Essencial Gás acompanha o síndico desde o estudo de viabilidade gratuito e apresentação técnica em assembleia até a execução completa das novas prumadas, instalação dos medidores individuais, testes pneumáticos de estanqueidade e planos de manutenção preventiva periódica para renovação do AVCB.

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Perguntas frequentes sobre individualização de gás em condomínio (FAQ)

O que é a individualização de gás em condomínio?

A individualização de gás em condomínio consiste na instalação de ramais e medidores individuais homologados pelo INMETRO para cada unidade autônoma do edifício, extinguindo o rateio coletivo na taxa condominial para que cada apartamento pague estritamente pelo seu consumo real de GLP ou Gás Natural.

Qual a norma técnica obrigatória para individualizar o gás no prédio?

Todo o projeto e a execução devem cumprir a norma ABNT NBR 15526 (redes de distribuição interna para gases combustíveis), a ABNT NBR 13103 (ventilação de ambientes) e a Instrução Técnica IT-28 do Corpo de Bombeiros, com realização de teste de estanqueidade pneumático e emissão de Laudo Técnico com ART registrada no CREA-SP.

Qual o quórum para aprovar a individualização de gás na assembleia do condomínio?

Como obra útil de modernização predial (Art. 1.341 do Código Civil), exige o voto favorável da maioria absoluta de todos os condôminos (50% mais um da totalidade das unidades). Caso a prumada coletiva antiga esteja condenada por vazamentos e a obra seja tecnicamente indispensável para restabelecer a segurança da rede, pode ser aprovada por maioria simples dos presentes como obra necessária.

É possível fazer a individualização de gás em condomínios antigos sem quebrar os apartamentos?

Sim. Em edifícios antigos de prumada única, a engenharia projeta novas prumadas aparentes passando por prismas de ventilação, fachadas de serviço ou shafts nos corredores, agrupando os medidores em abrigos ventilados nas áreas comuns e mantendo a estética e os revestimentos internos preservados.

Quanto o condomínio economiza com a medição individual de gás?

Em média, o consumo global do edifício cai entre 25% e 35% logo nos primeiros meses devido à eliminação de microvazamentos na rede antiga e ao consumo consciente. Unidades de baixo consumo chegam a economizar até 50% em comparação ao valor que pagavam no rateio coletivo.

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